Celina Portocarrero aceitou traduzir o poema de sábado passado, de Samuel Menasche. Aqui vai a versão dela:
Faces deslizando rua acima
Faces exaltando o compasso
Grande é o deus que os anima
Face a face, passo a passo.
*
Encerro o ano com outros dois poemas de Menasche. Quanto mais leio sua obra, mais devota me torno.
NOW
There is never an end to loss, or hope
I give up the ghost for which I grope
Over and over again saying Amen
To all that does or does not happen -
The eternal event is now, not when
*
RUE
For what I did
And did not do
And do without
In my old age
Rue, not rage
Against that night
We go into,
Sets me straight
On what to do
Before I die -
Sit in the shade,
Look at the sky
*
Duas traduções muito ruins, para transmitir apenas o sentido, seriam:
AGORA
Jamais tem fim a perda, ou a esperança / Abandono o espírito que procuro / Repetindo sem cessar Amém / A tudo aquilo que acontece e não – / O evento eterno é agora, não então
ARREPENDIMENTO
Pelo que fiz / E não fiz / E passo sem / Em minha velhice / Arrependimento, não raiva / Voltado àquela noite / Em que todos penetramos / Deixa claro para mim / O que fazer / Antes de morrer – / Sentar-me à sombra, / Olhar para o céu

Lindos