Foram exatos 832 posts aqui no blog, feitos desde que o inaugurei, sem maiores ambições e sem alarde, em agosto de 2007, para publicar umas fotos que tinha feito em Bogotá.
Quatro anos e cinco meses depois, comecei a sofrer de alguns males – como uma lesão por esforço repetitivo que um tratamento à base de eletroacupunctura e mais disciplina no trabalho silenciou em setembro passado, mas que voltou com toda força há algumas semanas. O outro dos males, igualmente tão típico do nosso tempo, é a falta de. A verdade é que nos entulhamos de coisas, e depois nem sabemos mais como nos achar no meio delas.
Por conta de ambos – a LER e o relógio obstinado – e pela necessidade de voltar a um projeto de ficção interrompido há meses (bem como trabalhar nos vindouros, poesia aqui incluída, e os contos do mundo todo com Celina Portocarrero, e quem sabe um livro sobre comida…) me demiti das traduções que venho fazendo há onze anos, e também decidi interromper a escrita do blog.
Ficam para trás esses 832 posts – por aí, online, com começo, meio e fim, assim como tudo mais. Com a mesma pouca ambição de quando o blog foi inaugurado. Agradeço a companhia e os comentários. Vou continuar postando, de vez em quando, novidades breves em uma página profissional no Facebook.
E fecho o post repetindo uma daquelas fotos de Bogotá.


Olá Adriana! Agradeço-lhe as ideias que me deu pela leitura dos seus textos! Continuarei atento aos seus livros e seus comentários profissionais. Felicidades para si e familiares. Termino com as palavras de José Régio, escritor luso, e que me parecem adequadas ao seu post sobre a moda e à poesia de Kabir: “Não sei por onde vou, só sei que não vou por aí”
Adriana
Não lios 832 posts, mas cheguei perto. Agradeço o que aprendi com você e desejo todo sucesso merecido. Com todo afeto Marcio Fonseca
Também agradeço tua escrita aqui no blog, sabendo que agora ficarei com os livros que virão e por enquanto tornarei a ler teus belos textos. Abração. Adi.
Também não li todos seus posts, mas sempre admirei sua escrita. A poesia flui com naturalidade, simples e grande como andar, respirar, ver. Também adorava receber suas dicas de poemas (leio um poema por dia, minha forma de tentar não esquecer do que é importante). E, falando nisso, importante mesmo é a saúde, a família, os amigos e seus sonhos. Se sobrar tempo além disso, aí, sim, não é tempo perdido. Abração e continuo te seguindo.
Querida, vou ficar com saudade de acompanhar o blog! Mas continuarei, como sempre, a ser sua leitora!
Muitos abraços da
Tércia
Vamos sentir saudades! Fui pro Face!
“ler” nao deveria ser nome de doença. Fique bem, seguirei teus escritos.
Adriana, você tem toda razão! Sempre penso na ironia fina que há nisso… obrigada e um abraço.
Tudo de bom, sempre, adriana, seu blog fará falta. um abraço, clara
Sou um leitor silencioso do seu blog. Não recordo de qualquer outra vez ter deixado um recado aqui. Encontrei tanta coisa boa por aqui. Certamente fará falta. Um grande beijo, Anderson
Que triste, sempre acompanhei o blog =/…. Mas boa sorte com a saúde e os projetos!
Vou sentir falta desse espaço. Não tenho facebook, mas os seus livros na estante. Saúde e sorte, Adriana.